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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Agenda Andergraunde: 04/07 a 07/07

O fim de semana em Belo Horizonte tem psychobilly, reggae e muito rock 'n roll. Se liga na Agenda Andergraunde.


04/07, às 22h - QUINTA n’A OBRA!: A quinta-feira começa animada no bar dançante A Obra com shows de VÔ DIDDLEY e DRUNK DEMONS, apresentando boas doses de psychobilly e rock 'n roll. Uma banda com dois caras – Guinorant (guitarra) e Claudão Pilha (bateria e voz) - essa é a mistura explosiva do Vô Diddley, que fazem versões envenenadas de músicas de Bo Diddley e The Cramps. Banda residente da Região metropolitana de Belo Horizonte, o Drunk Demons tem como proposta tocar um psychobilly rápido e abordar temas bizarros em suas letras.
Vô Diddley (clipe)
Drunk Demons (Facebook)


05/07, às 21h - MANIFEST: Shows das bandas MELZBETH (Alt Metal), COFFINFEEDER (Death Metal), BARRIKAADI (D-Beat Punk) e EFEITO ANARCOTIZANTE (Anarco Punk).
Mezbeth (TNB)
Coffinfeeder (Facebook)
Barrikaadi (Palco MP3)
Efeito Anarcotizante (MySpace)


06/07, às 22h - REGGALIA A festa de 6 anos do projeto Reggalia apresenta o grande destaque do reggae mineiro, CELSO MORETTI & BANDA BARRACO DE ALUGUEL.
Celso Moretti (Facebook)


06/07, às 14h - 1º Knife Party Festival: Evento em homenagem a Chi Cheng, baixista dos Deftones, morto em abril desse ano após ter passado vários anos em coma devido a um acidente ocorrido em 2008. Shows com as bandas ADRENALINE (cover de Deftones), INKBLOTT, NU THEORY E SÉTIMA. Além disso, vai rolar sorteio de um contra-baixo! Saiba como participar no evento do Facebook.



06 e 07/07, às 15h - FESTA DOS PEIXES ESTRANHOS: A festa que começou com a reunião de duas bandas em uma casa de show em 2010, ganha cada vez mais adeptos. No primeiro dia de festa os shows são das bandas: NEM SECOS, PELOS, QUASE COADJUVATE e FESTIM. No dia seguinte, quem comanda a festa são: THE US, !SLAMA, ALDAN e LUÃ LINHARES. Pro som não parar, DJ Lo estará nas pick-ups no sábado e o DJ Uncle Shao no domingo.
Nem Secos (MySpace)
Pelos (Site)
Quase Coadjuvante (Site)
Festim (TNB)
The Us (TNB)
!slama (Site)
Aldan (Facebook)
Luã Linhares (Soundcloud)


Quer ter o seu evento divulgado em nossa página? Envie-nos um email com a descrição do evento + flyer para contato@andergraunde.com ou Inbox no Facebook.

Curta e compartilhe o post! Chame seus amigos para os eventos e ajude a manter o som das bandas cada vez mais vivo!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Listas: Clipes com Skate


Voltamos com a nossa seleção de vídeos e hoje vamos listar os clipes que trazem como tema (principal ou não) o SKATE, esporte que tem tudo a ver com o Rock 'n Roll em suas mais variadas vertentes. Abaixo você confere hardcore, rock alternativo, crossover, metal e outros gêneros que facilmente embalam uma bela session. Check!


Sonic Youth - 100%

O Sonic Youth existiu por exatos 30 anos, iniciando sua trajetória no rock alternativo em 1981 e encerrando no ano passado, tendo feito o último show da carreira aqui no Brasil. O vídeo de '100%' tem a assinatura do renomado diretor Spike Jonze, que já trabalhou com Weezer, Beastie Boys, Bjork, R.E.M., dentre outros. No clipe, o protagonista está envolvido em três histórias: um rolé de skate com sua galera, um suposto assassinato e uma festa, onde o Sonic Youth apresenta sua barulheira tradicional.



Agent Orange - Bloodstains

Na ativa desde o final da década de 70, mais precisamente 1979, o Agent Orange se destacou por ter sido uma das bandas pioneiras no 'surf punk', misturando seus poderosos riffs com melodias pop, acertando em cheio no gosto de skatistas e surfistas. O primeiro sucesso dos californianos, 'Bloodstains', foi incluído na trilha sonora do game, Tony Hawk's Pro Skater 4. Reconhecimento tardio, porém ainda válido.



Unsane - Scrape

Com uma mistura de metal, punk e post hardcore, o trio Unsane vem a 23 anos desferindo seu som pesado. A banda tem forte ligação com o skate e a música 'Committed' fez parte da trilha sonora da série de games Tony Hawk's Pro Skater. O clipe de 'Scrape' nada mais é do que uma coletânea de tombos sinistros, intercalados com imagens da banda em ação.



Dinosaur Jr - Over It

Outro grande grupo do rock alternativo, o Dinossaur Jr foi fundado em 1984, deu uma parada em 1997, e retornou às atividades em 2005 para a alegria de skatistas e roqueiros. Com bastante experiência no punk e hardcore, os músicos mantém raízes fortes no skate. No clipe de 'Over It', o guitarrista e vocalista J Mascis 'demonstra' todo o seu talento com o carrinho, enquanto os outros integrantes se divertem nas BMX. Ok, não são os caras nas manobras, mas vale o registro.



Suicidal Tendencies - Possessed to Skate

Simplesmente considerados como os criadores do gênero skatepunk e uma das bandas pioneiras do Crossover, o Suicidal Tendencies vem explodindo cabeças desde 1981, mantendo um público fiel e colecionando polêmicas. O clipe de 'Possessed to Skate' é a cara do som da banda: diversão, bagunça, skate e muito barulho, o verdadeiro pesadelo das famílias certinhas e conservadoras.



Mute - To Be With You

Vindos de Quebec, Canadá, o Mute está na estrada a 14 anos destilando seu hardcore melódico muito bem tocado, capitaneado por Étienne Dionne, que tem a tarefa de dividir os vocais e as baquetas. Em 'To Be With You', os caras estão mandando um som no bowl, enquanto um funcionário de uma skate shop abandona o seu posto e sai em cima do carrinho para encontrar sua garota que está curtindo a banda na pista. A potência vocal de Étienne garante um final surpreendente ao clipe.



Flogging Molly - Drunken Lullabies

Misturando instrumentos tradicionais da música celta, como violino, bandolim e acordeão, às guitarras distorcidas e bateria rápida, o Flogging Molly foi formado em 1997 pelo irlandês Dave King (vocal e violão) em Los Angeles, capital da Califórnia. 'Drunken Lullabies' está no disco homônimo de 2002 e o vídeoclipe mostra um fã indo de skate para um show da banda, mas depois de parar em bares para tomar algumas cervejas, o cara acaba perdendo a hora e não chega a tempo de acompanhar o irish punk do Flogging Molly.



Ultramen - Máquina do Tempo

Representando o Brasil, e fugindo do óbvio Charile Brown Jr, selecionamos os gaúchos do Ultramen, que fazem um som que une elementos do rock, samba, funk, música jamaicana e hip hop. A banda iniciou as atividades em 1991, gravou 4 discos, sendo um ao vivo, e participou do Acústico MTV Bandas Gaúchas ao lado de Cachorro Grande, Wander Wildner e Bidê ou Balde. Em 2008, os integrantes anunciaram o hiato do grupo, que dura até os dias de hoje. 'Máquina do Tempo' é um reggae muito bem tocado e foca na superação do ser humano.



Sublime with Rome - Panic

O Sublime é uma banda de ska punk que surgiu no fim dos anos 80 e esteve em atividade até 1996, quando o vocalista Bradley Nowell morreu por overdose de heroína. Depois de disputas judiciais com a família do falecido, os dois integrantes remanescentes retornaram em 2010 na companhia de Rome Ramirez sob o nome Sublime with Rome. Um ano mais tarde os caras lançaram um novo disco, tendo 'Panic' como primeiro single. O vídeo dessa música traz imagens da banda tocando ao vivo, cenas de caos urbano e um jovem que não larga seu skate nem sua bela namorada.



Trash Talk - Awake

A banda mais nova da nossa lista também vem da Califórnia, tem 7 anos de estrada, mas já vem fazendo bastante barulho no meio alternativo. Com um som voltado para o hardcore punk, o Trash Talk lançou o 4º álbum no último mês de outubro e coleciona alguns bons momentos, como uma música gravada com Keith Morris (Black Flag/Circle Jerks), turnês pela Europa e Japão, participações em renomados festivais e reconhecimento da revista Rolling Stone. As principais marcas no clipe de 'Awake' são os protestos contra a mídia e muita quebradeira, embalados pelas batidas ruidosas e rasgadas peculiares do grupo.



Children Of Bodom - Was It Worth It?

Para finalizar a nossa lista de hoje escolhemos uma banda finlandesa de death metal melódico, que está na ativa desde 1993 e que tem em sua discografia 8 discos de estúdio, 2 álbuns ao vivo e 3 EP's, além de um DVD gravado na Suécia. As influências do Children of Bodom são das mais diversas e vão do metal do Black Sabbath à música clássica de Mozart e Vivaldi, passando pelo virtuosismo do guitarrista Yngwie Malmsteen. O vídeo de 'Was It Worth It?' tem uma iluminação propositalmente baixa, o que não atrapalha a visualização das manobras e combina com o clima pesado da música, marcada por bons riffs e vários solos. Skate in fire!



Que outro clipe você indicaria pra nossa lista? Diz aí nos comentários!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

5 versões para a mesma canção: Hit the Road Jack


Voltamos com mais uma lista de versões e hoje escolhemos um grande sucesso do rhythm and blues. Gravada por Percy Mayfield em 1960, a música estorou um ano mais tarde na voz de Ray Charles e se tornou uma das faixas mais conhecidas do gênero. Curtam, 'Hit the Road Jack' e algumas de suas muitas (muitas mesmo!) versões!


Versão Original: O bluesman Percy Mayfield foi um cantor e compositor americano, que escreveu varias canções nas décadas de 40 a 60. Sua música de maior sucesso, "Hit the Road Jack", foi um dueto gravado a capella e enviada para o produtor Art Rupe. A letra da música mostra uma mulher velha e cruel mandando Jack cair na estrada e não voltar nunca mais, isso porque ele não é bom e não tem dinheiro. A canção é um tributo ao romance On The Road escrito pelo cultuado Jack Kerouac em 1951.



Versão Soul Master: Nascido em 1930, Ray Charles ficou totalmente cego aos 7 anos e orfão ainda na adolescência. No final dos anos 40, começou sua carreira como cantor e pianista em grupos de música gospel. Inspirado por Nat King Cole, Charles partiu pra outros genêros musicais e lançou vários sucessos influenciados pelo rock'n'roll e R&B. Sua versão para Hit the Road Jack é uma das faixas mais conhecidas de sua vasta discografia e foi gravada em dueto com a cantora Margie Hendricks. Ray faleceu em junho de 2004, 4 meses antes do lançamento de um filme contando sua história musical, que foi protagonizado por Jamie Foxx.



Versão Pop Glam Rock: Com vários hits lançados na década de 70, a baixista e cantora americana Suzi Quatro viveu anos de glória na Europa e Austrália, e teve vários singles no topo das paradas de Portugal e Inglaterra, além da grande ilha da Oceania. Essa notoriedade perdurou até 1982, quando Suzi lançou seu último single de sucesso, 'Heart of Stone'. Após o auge, a artista continuou na música e gravou mais 7 discos de estúdio, o mais recente é "In the Spotlights", de 2011. Nos EUA, Quatro ficou mais conhecida por interpretar uma personagem no sitcom Happy Days. Ela entra na nossa lista com uma versão bastante swingada, com guitarra e teclado muito bem executados.



Versão Reggae: Mais um nome que ficou reconhecido nos anos 70, o deejay e cantor Big Youth iniciou e consolidou sua trajetória musical em Kingston, capital da Jamaica. Antes de entrar para o meio musical, Big Youth era mecânico de motores em um hotel da cidade, local onde compôs seus primeiros hits. O cara trabalhou com grandes astros da música local, como Lee Perry, The Abyssinians, Prince Buster, dentre outros. A versão reggae é bem mais calma, com um andamento lento que se aproxima do rocksteady. Vale a pena conferir!



Versão Metal: Os poloneses do Acid Drinkers estão na ativa desde 1986 tocando thrash metal com influências de heavy metal. Ao longo desses 26 anos, a banda gravou 16 álbuns, sendo dois deles de versões de outros artistas. Hit the Road Jack está na tracklist do disco "Fishdick Zwei – The Dick Is Rising Again", lançado em 2010. A banda lançou um videoclipe para essa faixa, que conta um história que se passa na década de 20, no estado da Pennsylvania, EUA, e contém cenas de jogatina e muitos tiros disparados por belas assassinas.



Versão Ska Jazz Instrumental: Finalizando a nossa lista, os japoneses do Tokyo Ska Paradise Orchestra. A banda surgiu no Japão em 1985 e é a mais conhecida do gênero no país asiático. Fazendo um som que mistura jazz, ska e rock, a banda já tem 17 álbuns no currículo, o último deles, "Walkin'", foi lançado em março de 2012. A versão instrumental de Hit the Road Jack apresenta um baixo marcando toda a estrutura da música, com um naipe de metais tomando as rédeas no refrão e belos solos de guitarra, saxofone e teclado.



Além das faixas apresentadas acima, encontramos pela internet algumas outras versões em diferentes idiomas, como português, francês, polonês e sueco. Conhece alguma versão que poderia entrar nessa lista? Comente o post!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ska (Reggae) Wednesday: Peter Tosh


Voltando à Jamaica, hoje trazemos um dos maiores cantores de reggae, que ficou marcado pela fama de músico ativista, bem instruído e encrenqueiro. Curtam o som de Peter Tosh!

Nascido em outubro de 1944 e batizado Winston Hubert McIntosh, o garoto cresceu nas periferias de Kingston e se envolveu com a música bem cedo, influenciado pelas estações de rádio americanas que ouvia na capital jamaicana. No começo dos anos 60, já com seu pseudônimo musical, Tosh se une a Bob Marley e Bobby Livingston para formar o grupo Wailing Wailers. Em 1966, depois de se envolverem com a religião rastafari, os músicos mudaram o nome para The Wailers.



Alguns anos mais tarde, o The Wailers fechou um contrato com a Island Records e gravaram dois discos: "Catch a Fire" em 1972 e "Burnin'" em 1973. No mesmo ano, Peter Tosh sofreu um grave acidente automobilístico, que resultou na morte de sua namorada e uma fratura grave em seu crânio. Depois do ocorrido, o músico torna-se uma pessoa ainda mais difícil de lidar e após o presidente da Island recusar-se a lançar o disco solo de Tosh em 1974, ele e Bunny decidem deixar o The Wailers. Em 1976, ele lança seu primeiro disco solo, "Legalize It". A faixa título se tornou o hino pró maconha e favorita nos shows de Tosh. Em decorrência da proibição da execução da música nas rádios, Legalize It tornou-se o single mais vendido na ilha.



O segundo disco do cantor e guitarrista veio em 1977. Em "Equal Rights", Tosh aflorou seu lado militante nas músicas, criticando abertamente a hipocrisia do que ele chamava de 'shitstem' (sistema de merda). Ainda no final da década de 70, o músico montou a banda Word, Sound and Power, que o acompanhou em turnê por vários anos, e assinou com o selo Rolling Stones Records, lançando o álbum "Bush Doctor" (1978), que introduziu Tosh a um público maior. O single 'Don't Look Back', gravado em parceria com Mick Jagger, fez com que Peter Tosh se tornasse um dos mais famosos artistas de reggae.



Com os trabalhos seguintes, Tosh tentou obter mais sucesso no mainstream, mas seus discos "Mystic Man" (1979) e "Wanted Dread and Alive" (1981) não foram muito aclamados pelo público. Porém, o maior sucesso de sua carreira surgiu no álbum "Mama Africa" e trata-se de uma versão para o hit 'Johnny B. Goode', música escrita por um dos precursores do Rock, Chuck Berry, já apresentada aqui no blog anteriormente. Depois da gravação desse disco, o cantor se auto exilou na África do Sul, em busca de conselho espiritual, e para tentar resolver uma pendência pela distribuição de seus registros naquele país.



Em 1987, Peter Tosh volta à ativa com o álbum No Nuclear War, que lhe rendeu o Grammy de Melhor Disco de Reggae. No mesmo ano, sua vida é interrompida de forma trágica. De volta à Jamaica, Tosh sofre uma tentativa de roubo em sua própria casa e acaba assassinado juntamente com os djs Doc Brown e Jeff "Free I" Dixon. O assassino de Tosh se entregou às autoridades e foi condenado à morte, sentença alterada em 1995 para prisão perpétua.



Até hoje são diversos os lançamentos celebrando a carreira desse grande representante da música jamaicana como homenagens, compilações com faixas raras e DVDs de apresentações ao vivo.

Disponibilizamos alguns álbuns do Peter Tosh! Faça o download pelos links abaixo:

- Legalize It (1976) - Mediafire/Fileswap/TurtleShare
- Wanted Dread and Alive (1981) - Mediafire/Fileswap
- Mama Africa (1983) - Mediafire/TurtleShare/Fileswap
- No Nuclear War (1987) - Mediafire/Fileswap
- The Gold Collection (1994) - Mediafire
- Honorary Citizen (1997) - Mediafire
- Ultra Rares - Mediafire/Fileswap

Site Oficial
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

5 versões para a mesma canção: Johnny B. Goode


Vamos dar início a mais uma seção aqui no blog e como o título já diz, esse post consiste em apresentar 5 versões para uma única canção, sempre apresentando clássicos do Rock, Country, Metal, Pop, etc, e suas mais variadas interpretações. Para começar, a faixa selecionada para hoje é de um sujeito cuja trajetória musical se confunde com a história do Rock'n'Roll: Chuck Berry e seu Johnny B. Goode!


A original: Escrita por Chuck Berry em 1955 e gravada três anos mais tarde, Johnny B. Goode foi inspirada em um dos parceiros de Berry, o pianista Johnny Johnson, e conta o início da trajetória de um jovem músico do interior. A faixa é uma das mais representativas da música mundial e constantemente figura entre as listas de melhores de todos os tempos. Go Johnny go!



Versão Reggae: A primeira versão que escolhemos vem da Jamaica e da voz de um cantores mais lendários do reggae: Peter Tosh. A regravação tornou-se o maior sucesso de sua carreira, interrompida em 1987 quando foi assassinado. Com algumas mudanças, adaptando a letra à sua terra natal (Deep down in Jamaica, close to Mandeville), Tosh conseguiu acalmar os ânimos da canção e chegou ao clímax com a inserção de um naipe de metais sensacional.



Versão Bluegrass: O Bluegrass é um sub gênero do Country, conhecido como a 'música caipira americana', que começou a ser entoada por imigrantes europeus em meados de 1880. A dupla americana Jim & Jesse apresentou sua variante para Johnny B. Goode no ano de 1976 em um programa de televisão e substituiu a guitarra pelo mandolim para executar o famoso solo inicial.



Versão Heavy Metal: Considerada por muitos como uma das bandas precursoras do metal britânico moderno, o Judas Priest ajudou a alavancar não só o gênero, mas também o estilo visual dos headbangers com a adoção de roupas de couro e adereços de metal. As notas agudas cantadas por Rob Halford e a dupla de guitarras distorcidas dão o tom nessa versão inusitada e surpreendente.



Versão Hendrix: Jimi Hendrix, o maior guitarrista de todos tempos, simplesmente dispensa maiores apresentações. Em um show, Jimi interpreta o clássico de maneira bastante enérgica, explorando ao máximo os solos de guitarra.



Versão Back to the Future: Vamos encerrar nossa primeira lista com uma versão retirada de um filme clássico da Sessão da Tarde: De Volta para o Futuro. Na cena, Marty McFly (Michael J. Fox) volta no tempo e para no ano de 1955, onde toca Johnny B. Goode em um baile e no solo final acaba se empolgando e faz uma perfomance bizarra para os padrões da época. Apesar de a atuação de Fox ser bem convincente, os créditos para a execução da música vão para Tim May e Mark Campbell, responsáveis pela guitarra e vocal, respectivamente.



Poderíamos continuar com várias outras versões, mas vamos parando por aqui. Tem alguma sugestão para essa lista? Responda nos comentários.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

SKA Wednesday: The Expendables

Mais uma vez a Califórnia vem dar as caras por aqui e hoje trazemos uma banda que une elementos do reggae, surf music, punk rock e ska, resultando em músicas de ótima qualidade, perfeitas para criar aquele clima praiano. Curtam o som do The Expendables!


Apostando na vocação da música californiana e no estilo de vida que levavam - regada basicamente a surf, skate e muita festa - um grupo de amigos decidiu se juntar e formar o The Expendables, no ano de 1997. O lineup do grupo consiste em Geoff Weers (guitarra e vocais), Adam Patterson (bateria e vocais), Raul Bianchi (guitarra) e Ryan DeMars (baixo).



Os três primeiros discos da banda, "No Time To Worry" (2000), "Open Container" (2001) e "Gettin' Filthy" (2004), foram lançados de maneira independente e conseguiram boa vendagem, passando de 40 mil cópias. Durante a tour de divulgação de "Gettin' Filthy", o grupo tocou com o Slightly Stoopid e chamou a atenção dos líderes da banda, que estavam iniciando seu próprio selo e assinaram contrato com os caras. Em 2007, veio o primeiro registro em parceria com a Stoopid Records, "The Expendables", e logo tornou-se um clássico para os fãs.



Nos dois anos seguintes, o grupo continuou tocando e fez centenas de shows em vários lugares do mundo, subindo ao palco ao lado de bandas que são influências diretas para o som do The Expendables, como NOFX, Less Than Jake, Pennywise, dentre outros. No final de 2009, decidiram entrar em estúdio para iniciar as gravações do 5° álbum de inéditas. "Prove It" foi lançado em maio de 2010 e contou a produção de Paul Leary e Aaron 'El Hefe' Abeyta, guitarristas do Butthole Surfers e NOFX, respectivamente. O disco contou com várias participações e foi bem cotado nas paradas americanas.



O trabalho mais recente dos Expendables é o acústico "Gone Soft", registrado em 2012 e traz versões desplugadas para as músicas mais conhecidas do grupo. Atualmente, os caras estão em uma extensa turnê ao lado da banda Iration, que percorrerá os EUA até o dia 9 de novembro, com shows em quase todos os dias.



Baixe a discografia completa da banda nos links abaixo e acesse os canais oficiais de divulgação do The Expendables. Curta e compartilhe o conteúdo!

No Time To Worry (2000)
Open Container (2001)
Gettin' Filthy (2004)
Live at Philadelphia (2006)
The Expendables (2007)
Prove It (2010)
Gone Soft (2012) - Em breve


Site Oficial
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

SKA Wednesday: Tim Armstrong - A Poet's Life

O destaque do MUNC CREW dessa quarta é o vocalista e guitarrista Tim Armstrong, que além de liderar a já clássica banda de punk rock Rancid, integrou o lineup de Operation Ivy, Shaken 69, Downfall, Silencers, Transplants e trabalhou com Jimmy Cliff no EP mais recente do músico jamaicano.


Em 2007, Tim lançou seu primeiro álbum solo, 'A Poet's Life', onde reúne suas maiores influências do reggae e ska em 10 músicas dançantes e bastante animadas. Para a gravação do disco, o vocalista contou com uma banda de peso, que incluía membros atuais e antigos do The Aggrolites e a participação da cantora Skye Sweetnam na faixa 'Into Action'. O álbum foi disponibilizado gratuitamente para download pelo selo Hellcat Records - de propriedade de Armstrong - e um DVD com vídeos de todas as músicas também veio a público. Abaixo você pode conferir algumas canções de 'A Poet's Life' e/ou fazer download do disco completo.







Download: Tim Armstrong - A Poet's Life (2007)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

SKA Wednesday: Derrick Morgan


Resgatando mais uma postagem que estava parada a algumas semanas, hoje na nossa seção de SKA vamos com mais um cantor clássico da música jamaicana. Curtam o som da lenda, Derrick Morgan!

Nascido em 1940, Derrick Morgan ficou conhecido aos 17 anos ao participar de um show de talentos realizado em Kingston e pouco tempo depois foi integrado a um grupo de comédia popular jamaicana. Nesse período, decidiu comprometer-se totalmente à carreira musical. Sua estreia em um estúdio foi em 1959, quando se juntou ao produtor Duke Reid para gravações com o selo Treasure Isle. As primeiras faixas registradas por Morgan foram 'Lover Boy' e 'Oh My'.



Em 1960, Morgan tornou-se o único artista a ter suas músicas ocupando as sete primeiras posições das paradas jamaicanas simultaneamente. Entre elas estão os hits 'Don't Call Me Daddy', 'In My Heart', 'Be Still' e 'Meekly Wait and Murmur Not'. Um ano mais tarde, surgiu o maior sucesso de sua carreira, 'You Don't Know', faixa que teve a produção de Leslie Kong. A faixa 'You Don't Know' ficou também conhecida como 'Housewives' Choice' e foi a responsável pelo início da rivalidade entre Morgan e Prince Buster, que o acusava de roubar suas ideias. Depois disso, foram várias as músicas de ambos os artistas com letras direcionadas ao rival.



Outro grande hit de Morgan foi lançado em 1962, 'Forward March' celebrava a independência jamaicana em relação ao Reino Unido. Em meados dos anos 60, o cantor continuou lançando material de qualidade, como as clássicas 'Tougher Than Tough' - primeira música em ritmo Rock Steady, 'Do The Beng Beng', 'Conquering Ruler' e um cover de Ben E. King, 'Seven Letters', considerado o primeiro single do reggae tradicional.



Ao longo das décadas seguintes, Derrick Morgan fez parcerias com diversos artistas, como Desmond Dekker, Judge Dread, Hortense Ellis, dentre outros. Nos anos 90 e 2000, foram lançadas várias coletâneas com faixas que marcaram a trajetória de Morgan e a história da música jamaicana. Além disso, o músico compôs algumas canções interpretadas por outras pessoas, que venceram o Festival Song Contest no Jamaican Independence Festival.



Em 2002, foi realizado um evento no Canadá chamado Legends of Ska que reuniu artistas jamaicanos, como The Skatalites, Rico Rodriguez, Patsy Todd, Doreen Shaffer e muitos outros. Em 2007, a canção de Morgan 'Tougher Than Tough' entrou na trilha sonora do jogo Scarface: The World is Yours. Dois anos depois, foi lançado o DVD Derrick Morgan Live At The 100 Club London.

Acessem os links abaixo e conheçam melhor o som de Derrick Morgan!
Downloads
Seven Letters (1969)
Moon Hop (1970)
People Decision (1977)
Still in Love - feat. Hortense Ellis (1977)
The Legend of Derrick Morgan vol.1 (1980)
I am the Ruler (1992)
Love City
Time Marches On


derrickmorgan.co.uk
Derrick Morgan no MySpace

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Monday Rock: Skindred

O Monday Rock dessa semana traz uma banda que faz um som diferenciado, mesclando metal e ragga: Skindred!

Skindred!
Vindos do País de Gales, Skindred é uma banda influenciada por diversos gêneros. Os caras fazem uma boa mistura de metal com punk rock e reggae, apresentando também alguns elementos de ska, hip hop e new metal. A banda foi formada por ex-integrantes da Dub War em 1998 e o lineup atual conta com Benji Webbe (vocal), Daniel Pugsley (baixo), Mikey Demus (guitarra), Dirty Arya (bateria) e Dan Sturgess (DJ).



O disco de estreia do Skindred, "Babylon", veio em 2002 e foi relançado dois anos mais tarde. O álbum foi muito bem recebido por público e mídia, e nele estão alguns dos singles mais conhecidos da banda, como 'Set it Off', 'Pressure' e 'Nobody'. O sucessor é "Roots Rock Riot", lançado em 2007, e tem como destaque as músicas 'Rat Race', 'Trouble' e 'Destroy the Dancefloor'. Para o terceiro disco, "Shark Bites and Dog Fights" (2009), a banda regravou a faixa 'Electric Avenue', produzida originalmente pelo cantor de reggae Eddy Grant. O trabalho mais recente é "Union Black", registrado em 2011, e que conta com a participação de Jacoby Shaddix, do Papa Roach, na faixa 'Warning'.



A banda já teve algumas músicas incluídas na trilha sonora de jogos para XBOX. 'Nobody' e 'Pressure' estão presentes em Need For Speed Underground 2 e Project Gotham Racing 3, respectivamente. Outro fator que ajudou o Skindred a obter reconhecimento foi a turnê na Inglaterra realizada em conjunto com o Soufly. Os caras já participaram de grandes festivais pela Europa, como Wacken Open Air (Alemanha), Download Festival (Inglaterra), Sonisphere (Europa), entre outros. Além de Skindred e Dub War, o vocalista Benji Webbe já colaborou com outras grandes bandas, como Soulfly, Bullet for my Valentine e Korn.

Para assistir mais vídeos do Skindred, clique aqui e aqui.

A discografia do Skindred está disponível para download logo abaixo. Baixe o som e compartilhe o conteúdo!

Babylon (2002)
Roots Rock Riot (2007)
Shark Bites and Dog Fights (2009)
Union Black (2011)

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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Listas - Parcerias musicais

Voltamos com mais uma lista de vídeos e desta vez destacamos as parcerias musicais, que possibilitam grandes encontros entre músicos de gerações e/ou gêneros diferentes, unindo a qualidade dos artistas e nos proporcionando ótimas sonoras. Fiquem com uma pequena amostra de 10 vídeos com parcerias bem bacanas.


Wanda Jackson e Jack White

O início da lista não poderia ser melhor do que com um vídeo que traz uma mistura de 'passado' e presente, rockabilly e rock alternativo, Wanda Jackson e Jack White! A cantora aceitou o convite de Jack para a produção do disco "The Party ain't Over" e acertaram em cheio. A junção da voz incrível de Wanda com o talento do ex-líder dos White Stripes resultou em um belíssimo trabalho.



Iggy Pop e Kate Pierson

A parceria entre Iggy Pop e Kate Pierson (B52's) se deu na faixa 'Candy', do álbum "Brick by Brick, gravado em 1990. A música tornou-se um hit e foi bastante executada na MTV americana. Curiosamente, Pierson não era a primeira opção de Iggy, que havia convidado Chrissie Hynde (The Pretenders), mas por problemas de agenda, Kate acabou sendo escolhida.



Jay-Z e Kanie West

Dois dos rappers mais renomados dos últimos anos, Jay-Z e Kanie West lançaram o disco conjunto "Watch the Throne", em 2011. Além dos cantores, o álbum tem outras participações especiais e conta com uma homenagem ao cantor de soul Ottis Reading, morto em 1967.



Raimundos e Charlie Brown Jr

A parceria entre duas das maiores bandas do rock nacional da década de 90 ocorreu na gravação do segundo disco dos paulistas do Charlie Brown Jr, "Preço Curto, Prazo Longo" (1999), dividindo as funções na música 'Bons aliados'. Raimundos e CBJR ainda se reuniriam para tocar ao vivo no palco do Vídeo Music Awards da MTV..



Queens of the Stone Age e Dave Grohl

Nos idos de 2002, em um período meio obscuro da carreira do Foo Fighters, Dave Grohl se 'licenciou' da banda para se dedicar a outros projetos. Aproveitando a disponibilidade de Grohl, Josh Homme convidou o baterista para integrar o lineup do Queens of the Stone Age na gravação do ótimo álbum "Songs for the Deaf". A participação ainda rendeu uma turnê que passou por várias cidades e festivais.



Michael Jackson e Paul McCartney

A união entre o Rei do Pop e um dos dinossauros do rock também merece destaque. Michael Jackson e Paul McCartney gravaram dois singles juntos, 'The girl is mine' e 'Say, say, say', lançados nos discos "Thriller" (1982) e "Pipes of Peace" (1983), respectivamente.



O Rappa e Sepultura

No ano de 2001, o Sepultura juntou-se aos cariocas d'O Rappa para gravar a faixa 'Ninguém Regula a América', lançada no álbum, "Instinto Coletivo". O peso do metal do Sepultura contribuiu para o clima de protesto da música, que critica as ações do governo norte-americano e sua atitude imperialista influente em todo o mundo.



Cypress Hill e Tom Morello

O peso das rimas do Cypress Hill se uniu às habilidades incríveis do guitarrista Tom Morello (Rage Against the Machine, Audioslave) na música 'Rise Up', presente no disco homônimo dos rappers, lançado em 2010. No mesmo álbum, Morello também deixa sua marca na faixa 'Shut 'em Down.



Jimmy Cliff e Tim Armstrong

Após ficar 7 anos sem lançar material inédito, Jimmy Cliff retornou às gravações em parceria com Tim Armstrong (Rancid, Operation Ivy, The Transplants) em um EP com versões de The Clash, Bob Dylan e Rancid. A parceria ainda rendeu uma apresentação na edição 2012 do festival Coachella.



Jimi Hendrix e B.B. King

Fechando a lista com os dois maiores mostros da guitarra, em 1968, Jimi Hendrix e B.B. King se uniram para fazer uma jam session e uma das músicas tocadas pela dupla foi o clássico 'Like a Rolling Stone', originalmente gravada pelo mestre do folk, Bob Dylan.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

SKA Wednesday: Hepcat

Hoje vamos com mais uma banda da Califórnia e desta vez quem aparece por aqui são os caras do Hepcat com ska e reggae de primeiríssima qualidade!


O Hepcat foi criado em 1989 e diferente das outras bandas de ska que vinham aparecendo na época, o som dos caras recebeu mais influências da 'primeira onda' do gênero - o verdadeiro Jamaican Ska - carregado de harmonias e melodias. A formação atual do grupo é composta por Greg Lee (vocais), Alex Désert (vocais), Deston Berry (teclado e vocais), Efren Santana (sax tenor), Kincaid Smith (trompete), Lino Trujillo (guitarra) e Greg Narvas (bateria).



O nome da banda foi criado na sala da casa de Alex no momento em que seu gato, Hep, cruzou o recinto. As exclamações foram exaltadas: "Hep cat!", "Yeah! The Hepcats!", "No. It's gotta be Hepcat. No 'the', no 's' (Não. Tem que ser Hepcat. Sem 'os' e sem 's')". O primeiro álbum da banda foi lançado em 1993, "Out of Nowhere", pelo famoso selo Moon Ska Records. O disco trazia uma ótima versão de 'Hooligans', música de Bob Marley, e foi muito bem recebido pelo público, tornando-se um clássico de sua geração. O segundo registro, "Scientific", veio em 1996 pela BYO Records, que já havia lançado trabalhos de 7 Seconds, NOFX e Rancid. A partir daí, o Hepcat se consolidou e saiu em turnês pela América do Norte e Europa.



Os dois próximos discos, "Right On Time" (1998) e "Push 'n Shove" (2000), saíram pela Hellcat Records, gravadora de Tim Armstrong, vocalista e guitarrista do Rancid. Antes mesmo do lançamento do quarto álbum, a banda se desfez sem nenhuma explicação. Greg Lee mudou-se para Costa Rica, enquanto Alex Desert estava ocupado como ator filmando para a CBS. O hiato durou 3 anos. E da mesma que o grupo se separou, aconteceu o retorno, anunciado sem muito alarde em um jornal de Los Angeles. O show foi realizado na renomada House of Blues, causando grande comoção e agitação entre os fãs, que esgotaram os ingressos da casa.



Após o retorno em grande estilo, a banda relançou o primeiro álbum com duas músicas de bônus e no ano de 2011 veio a público um disco ao vivo, "Live at The Whiskey a Go-Go". O Hepcat continua na ativa fazendo apresentações esporádicas nos Estados Unidos. Abaixo disponibilizamos pra vocês os 4 álbuns de inéditas + 2 registros ao vivo dessa banda espetacular! Curta o som e compartilhe o conteúdo!

Download - Hepcat - Discos de estúdio
Out of Nowhere (1993)
Scientific (1996)
Right On Time (1998)
Push 'n Shove (2000)


Bônus - Hepcat Live!
Live In Chicago (1998)
Live In Amsterdam (2010)



Hepcat no MySpace
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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Monday Rock - Bad Brains


Atendendo a pedidos, o Monday Rock de hoje traz o som do Bad Brains.


Formada em 1977, em Washignton DC, a banda ainda está na ativa e é uma das mais importantes e influentes no punk rock. Assim como o Fugazi, o Bad Brains possui uma atitude que vai muito além da música. Depois de várias separações e reuniões, a formação atual conta com H.R. ("Human Rights" - Paul D. Hudson) no vocal, Dr. Know na guitarra, Darryl Jenifer e Earl Hudson (irmão mais novo de H.R.) na bateria.


Sob o nome Mind Power, o grupo surgiu fazendo um som que mesclava jazz e funk. Mais tarde, já como Bad Brains,desenvolveram um estilo rápido e intenso de punk rock que viria a ser conhecido como hardcore. Porém, o estilo do Bad Brains ia muito além do punk rock, com grande presença de ritmos jamaicanos, como o reggae, apresentando também referências à cultura rastafari.

Ainda no começo, a banda ficou conhecida em Washington por ser formada apenas por integrantes afro-americanos, o que era uma certa novidade para a época e também pelas apresentações enérgicas e o talento dos músicos, que tocavam um hardcore mais complexo e bem trabalhado. Por volta de 1979, o Bad Brains foi "banido" de diversos locais de shows, mudando-se mais tarde para a cidade de Nova York. Essa fase seria relatada mais à frente na música "Banned in D.C.".



O álbum de estreia levou o mesmo nome da banda e foi lançado em 1982, apenas em K7, distribuido pela ROIR Records, seguido em 1983 pelo Rock for Light, que trazia algumas regravações do primeiro disco. O segundo álbum já trazia a música I and I Survive, que se tornaria uma das mais conhecidas do Bad Brains. A primeira separação da banda ocorreu nesse período.



Em 86 veio o I Against I, lançado pela SST Records. Esse álbum é o único da carreira do Bad Brains que não traz reggae, mas apresenta algumas outras influências da banda como heavy metal, funk e soul mesclados ao hardcore. É o disco de maior sucesso comercial da banda e recebeu críticas muito positivas, entrando no livro "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer". Uma das curiosidades desse álbum é o fato de que o vocal da música "Sacred Love" foi gravado pelo telefone, no período em que H.R. estava preso por "distribuição de maconha". Segundo o site oficial, o I Against I representa para o Bad Brains o que o London Calling representou para o The Clash.



Quickness foi lançado 3 anos depois. Depois desse disco, mais uma separação: H.R deixa a banda, substituído mais tarde por Israel Joseph I. Earl Hudson, embora não esteja tocando nesse álbum, permanece creditado como baterista. Mackie Jackson (Cro-Mags) é o novo integrante. O álbum seguinte, Rise (1993), foi o primeiro lançado por uma grande gravadora: Epic Records.

Depois de 6 anos fora da banda, H.R. e Hudson retornam completando a formação original e o Bad Brains lança o God of Love (1995). Dois anos depois, veio o EP The Omega Sessions, com remasterizações de algumas músicas antigas. Entre 1998 e 2001, a banda atuou sob o nome Soul Brains. Em 2002, mais um disco com regravações: I & I Survived era basicamente instrumental, com muitos elementos do reggae, ska e dub. H.R. não aparece nesse álbum.

Completando a discografia de estúdio, em 2007 veio o Build a Nation, o primeiro disco com músicas inéditas em 12 anos. A produção ficou por conta de Adam Yauch, ex-integrante dos Beastie Boys morto recentemente. Além dos oito álbuns "oficiais", o Bad Brains lançou quatro discos ao vivo, um deles a partir de uma apresentação no lendário CBGB.



O Bad Brains passou pelo Brasil em 2008, mas sem o vocalista original H.R. Quem acompanhou a tour da banda foi o Israel Joseph I. Confira abaixo uma entrevista realizada por aqui:




Para saber mais sobre o Bad Brains, acesse o site oficial.
Bad Brains no Facebook
Bad Brains no MySpace



Downloads dos discos:
Bad Brains (1982)
Rock for Light (1983)
I Against I (1986)
Quickness (1989)
Rise (1993)
God of Love (1995)
I & I Survived (2002)
Build a Nation (2007)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

SKA Wednesday: The Rudimentals

A banda de hoje na nossa seção de ska e derivados vem diretamente da África do Sul. O som fica por conta do The Rudimentals!


Fundada em 2000, na segunda maior cidade da África do Sul, Cape Town, The Rudimentals é um grupo com 8 integrantes que tocam afro reggae e ska de altíssima qualidade. O som é distribuído pelo selo Moon Ska World, que tem em seu time bandas como The Toasters, The Selecter, The Mighty Mighty Bosstones, Chris Murray, Less Than Jake e outros. The Rudimentals é formado por Teboho Bobo Maidza (vocais), Ross MacDonald (trombone, backing vocals), Simon Bates (sax, flauta), Jody Engelbrecht (trompete), Michael Levy (guitarra), Duane Heydenrych (bateria, percussão), Antonio 'Fingers' Cencherle teclado) e Errol 'Bong' Strachan (baixo).



Com dois álbuns lançados, "More Fire" (2003) e "Set It Proper" (2006), acredita-se que os caras estão trilhando um novo caminho para a música de seu país. O primeiro single, 'Gangsta', foi destaque nacional, sendo a música mais baixada por 7 semanas. A canção 'Noh TV' ganhou prêmio como melhor vídeo musical de 2003 e um ano mais tarde, The Rudimentals foi eleita a melhor banda do gênero por uma conceituada revista africana. Ao mesmo tempo, Barry Clausen, o baixista/fundador do grupo decide deixar as atividades e em seu lugar, entrou Errol 'Bong' Strachan, seis vezes campeão sul africano de skate freestyle, considerado uma lenda do esporte em seu continente.



O destaque do segundo disco da banda fica pela junção de Ska, Reggae, Dub, Dancehall, Rock, Jazz Africano e outros ritmos regionais. Os singles 'Radio Skaweto' e 'London Sucks' alcançaram o topo da parada musical local, cada um permanecendo por mais de 3 meses em primeiro lugar. A partir daí, The Rudimentals tem se apresentado com grupos de renome internacional, como The Wailers, The Beat, Mad Caddies, Violent Femmes, Jimmy Eat World, dentre outros.



A banda tem um mini documentário (em inglês) disponível logo abaixo. Veja!



O site oficial do The Rudimentals está temporariamente desativado e não conseguimos informações sobre um novo disco da banda, mas sabemos que no ano passado já havia uma movimentação para seu lançamento. Enquanto o site não volta, disponibilizamos os dois primeiros álbuns para download. Baixe os discos, curta o som e compartilhe o conteúdo!

DOWNLOAD
More Fire (2003)
Set It Proper (2006)



E não deixe de acessar os canais oficiais dos Rudimentals!

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quarta-feira, 9 de maio de 2012

SKA (Reggae) Wednesday: Katchafire

Popularizado mundialmente por Bob Marley, Peter Tosh e Jimmy Cliff, o reggae voou da Jamaica para outros continentes, chegando a lugares inimagináveis. Um desses lugares é a Nova Zelândia, terra natal da nossa banda de hoje: Katchafire!

O Katchafire foi formado em 1997, em Hamilton, Nova Zelândia. A banda iniciou as atividades como um tributo a Bob Marley (o nome vem do álbum "Catch a Fire" (1973), do The Wailers), mas logo começou a trabalhar em suas próprias canções e a chamar atenção dos ouvintes em seu país. Atualmente a banda é formada por Haani Totorewa (vocais, teclado), Tere Ngarua (baixo), Jordan Bell (bateria, vocais), Jamey Ferguson (vocais, sax, teclado), Logan Bell (vocais, guitarra), Grenville Bell (guitarra) e Leon Davey (vocais, percussão).



A primeira gravação do Katchafire foi a faixa 'Bounce', incluída na coletânea neo-zelandesa "Simply the Best Reggae Album", que também contava com músicas de Desmond Dekker, Eric Clapton, Jimmy Cliff, Peter Tosh, Toots and the Maytals, entre outros. Um ano mais tarde veio a público o debut album, "Revival", que obteve grande sucesso local (disco de platina duplo) e teve o single 'Giddy Up' alcançando a quarta posição nas paradas musicais. O sucessor, "Slow Burning" (2005), também foi disco de platina e manteve a banda entre as mais significativas da Oceania, proporcionando ao Katchafire sua primeira excursão ao Estados Unidos, onde fizeram duas turnês no Hawaii em 2006.



Até o lançamento de seu terceiro disco, "Say What You're Thinking", em 2007, o Katchafire já havia participado em outras 6 compilações na Nova Zelândia. O trabalho mais recente do grupo é o álbum "On the Road Again", lançado em 2010. No ano passado, o Katchafire veio para uma tour no Brasil, onde tocou em vários estados. A banda está em terras brasileiras novamente e já fez shows em Curitiba, Vitória e São Paulo. A tour prossegue nessa semana com apresentação hoje em Porto Alegre com os ingleses do Steel Pulse, amanhã em Florianópolis e no sábado em Maceió com The Wailers.





Abaixo segue a discografia do Katchafire disponível para download. Curta o som e compartilhe o conteúdo!

Revival (2003)
Slow Burning (2005)
Say What You’re Thing (2007)
On The Road Again (2010)

Acompanhe a banda em seus canais oficiais:
Site Oficial
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sábado, 24 de março de 2012

"Hip Hop Sábado" - Black Alien

Salve, Salve, Família MUNC CREW, mais uma semana de "HipHop Sábado", e hoje vamos falar de um artista que é nascido em São Gonçalo e criado em Niterói. Nessa semana, vamos até a cidade maravilhosa pra contar sobre alguém que já fez parte do grupo mais enfumaçado do Brasil.


Gustavo, codinome Black Alien, fez sua primeira aparição em um palco em 1993. Logo em seguida entrou para o grupo Planet Hemp onde colaborou com letras e no vocal dos dois primeiros álbuns. Após sua saída do Planet, seu antigo amigo SpeedFreaks estava dando andamento em um projeto solo e com a chegada do Gustavo produziram um primeiro álbum, mudaram o nome para “Black Alien & Speed” e ficaram alguns anos na cena de RAP nacional.


Também fez inúmeros projetos paralelos e participações com nomes de peso da música. Participou de uma banda de reggae, chamada Reggae B, que foi criada por um componente do Paralamas do Sucesso onde a ideia era tocar os grandes nomes da musica jamaicana.
Entre os anos 2000/2001 conheceu o mestre Sabotage e até participou em seu disco. Nessa mesma época Gustavo quase lançou seu primeiro álbum, “Na Face”, que já estava gravado, mas nunca foi lançado.


Primeiro disco solo

Black Alien lançou seu primeiro CD solo em 2004: Babylon by Gus Volume 1 - O Ano do Macaco.


O título do CD é uma referência ao disco Babylon by Bus de Bob Marley. Alexandre Basa produziu, mixou, fez as bases e tocou todos os instrumentos do CD, mas os músicos Bi Ribeiro, Pupilo (Nação Zumbi), Rhossi (Pavilhão), Rafael Crespo (Planet Hemp), Bidu Cordeiro (Reggae B e Orquestra Imperial) e o guitarrista Marisco, também contribuíram com seus instrumentos. Todos os vocais foram feitos por Black Alien.


O cd é uma mistura de ragga, rap e reggae tudo junto. Ele tem uma influência muito forte pelo reggae e ragga pois como Black Alien mesmo disse: "Para mim, ele apareceu antes do rap, por causa da versão do Gilberto Gil para 'No Woman No Cry'. Depois teve Jimmy Cliff, Peter Tosh, a rádio Fluminense".


Em 2007, Ton Gadioli, diretor estreante, começar a rodar um documentário sobre sua vida artística, intitulado ´Mr. Niterói – A Lírica Bereta´, ano no qual Black Alien raspou seus dreadlocks, uma mudança de visual inesperada.


Em 2011 Black Alien anuncia que irá fazer o lançamento de um novo disco. O Documentário ´Mr. Niterói – A Lírica Bereta´ é selecionado para o festival de cinema da Costa do Sol em Cabo Frio e ganha o premio de Melhor personagem para Gustavo Black Alien.
E programa o lançamento de um DVD ao Vivo na lapa para Abril.


Discografia Download:



Para acompanhar Black Alien;

sábado, 11 de fevereiro de 2012

"Hip Hop Sábado" - Pentágono

Salve, Salve, família MUNC CREW, passada uma semana, e vocês leitores ansiosos por mais uma postagem foda do nosso Blog. E nesta semana, iremos de um grupo que mescla o Rap, com o Raggae, e o Samba... Uma mistura com muito "Swing". Como diria o Pentágono; "Pra chegar no time tem que ter Swing"...


Desde quando surgiu, em 2001, o grupo PENTÁGONO vem inovando a cultura hiphop brasileira. Apostando em uma formação difícil de trabalhar no rap nacional, dada a quantidade de artistas, o grupo que conta com quatro mc’s – RAEL DA RIMA, APOLO, MASSAO, M.SÁRIO e mais o DJ KIKO, vê nessa mistura de idéias e levadas, o seu diferencial. Apontado por muitos críticos de rap com um dos melhores grupos da atualidade, PENTÁGONO que já concorreu a diversos prêmios (entre eles o cobiçado VMB da MTV Brasil, onde concorreu na categoria melhor videoclipe de rap – com a música “Na moral” de seu primeiro trabalho “Microfonicamente Dizendo” e ganhou o troféu de grupo revelação no premio Hip-Hop Top em 2005) lançou em 2008 seu segundo trabalho, intitulado “Natural”.

Nesse disco poderemos ver a já conhecida mistura de levadas, as potentes produções e as influencias que vão desde o drumn bass, passando pelo samba e indo até o ragga. O primeiro single deste trabalho “É o Moio” já esta tocando nas rádios e na MTV.


Na festa de lançamento oficial do “Natural” o grupo recebeu um publico superior a mil pessoas, em uma tarde de dia dos pais no CEU Vila Rubi. E, dando continuidade a turnê de lançamento, desembarcou na França em outubro de 2008 onde o grupo se apresentou, ministrou oficinas e participou de debates acerca da cultura hip-hop no Mundo.

Com uma forte atuação no mundo virtual o myspace do grupo é um dos mais visitados do rap nacional e em fevereiro de 2009 PENTÁGONO foi convidado a ser o primeiro artista/grupo de rap a ter um site/blog dentro do portal da MTV.

Discografia Download:

Microfonicamente Dizendo (2005)

Natural (2008)

EP Multicultural (2009)


Para acompanhar o Pentágono;

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

DeSkaReggae Sound System

Sábado agora, dia 21/01/2012, a partir das 14 horas as caixas do DeSkaReggae Sounds estarão ligadas no Pizza Uno, localizado na Savassi (rua Paraíba, 1497 – em frente ao Pátio Savassi). O evento é de graça e ocupa a calçada do local. Será a 3ª Edição do sistema de som no Pizza Uno. A 1ª aconteceu em 29/10/11 e a 2ª em 19/11/11.



Para o dia os seletores separam vários discos (7″, 10″, 12″ e LP) que vão desde mento, calypso até o reggae atual, passando pelo Ska, Rocksteady, Rub-a-Dub, Roots, Dub, Dancehall e Ragga. Tudo em vinil, claro. Nas TVs do Pizza Uno serão exibidos alguns documentários e filmes sobre a música e cultura jamaicana.

Acesse: deskareggaesound.wordpress.com
deskareggae.com

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

SKA Wednesday: The Aggrolites

Hoje o MUNC CREW traz uma banda de Los Angeles que resgata o Early Reggae, estilo que utiliza muito os teclados Hammond, bem característico do Reggae produzido na Jamaica. O som fica por conta da banda The Aggrolites!


Formado em 2002, o grupo começou como banda de apoio da turnê americana de Derrick Morgan, um dos ícones do reggae jamaicano. Logo, os integrantes se empolgaram com a ideia e decidiram se tornar uma banda permanente. Atualmente integrado por Jesse Wagner (vocais, guitarra), Brian Dixon (guitarra), Roger Rivas (piano, teclados), Alex McKenzie (bateria) e Jeff Roffredo (baixo), rapidamente ganharam o respeito do público e da crítica, e o rótulo Dirty Reggae, criado para descrever o som do Aggrolites - que também nomeia o primeiro álbum.


Os Aggrolites são bastante requisitados em festivais, já tocaram no gigante Coachella (EUA), e em vários países da Europa, além de fazerem inúmeros shows nos EUA e Japão. O grupo se apresentou no Brasil em 2009, no sul e sudeste. Constantemente em turnê, a banda chega a fazer 300 shows por ano. Já tocaram com outras grandes bandas, como Social Distortion, 311, Flogging Molly, The Skatalites e Rancid, só pra citar algumas. Pra esse mês de novembro a banda tem apresentações agendadas na Holanda, Alemanha, França, Bélgica, entre outros.


Com 5 discos lançados, a banda mostra suas influências que vão do reggae e ska do Toots and the Maytals ao punk rock do The Clash, passando pelo funk americano. Recentemente, os Aggrolites lançaram um álbum ao vivo, "Unleashed Live Vol. 1", gravado em duas casas de shows na Califórnia no último mês de setembro. Este registro está disponível para audição aqui.

A discografia está disponível para download logo abaixo. Compartilhe o som!


Confira os canais oficiais dos Aggrolites

Créditos do texto: BeagáSka


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