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sexta-feira, 5 de julho de 2013

5 versões para a mesma canção: Ring of Fire


Retomando mais uma seção dos tempos de MUNC CREW, apresentaremos um clássico da música mundial e 5 versões gravadas por artistas de diferentes gêneros. A pérola de hoje é uma canção originalmente folk que vem da década de 60 e acabou se tornando um dos maiores sucessos da country music na voz do mestre Johnny Cash. Confiram o hit romântico e ardente "Ring of Fire" e algumas de suas releituras!



Versão Original: A letra de 'Ring of Fire' foi escrita por Merle Kilgore e June Carter em 1963 e tem um teor bastante sentimental. Ao que tudo indica, June a escreveu durante o período de seu pré romance com Johnny Cash, enquanto o músico ainda era casado. A música foi originalmente gravada pela irmã mais nova de June, Anita Carter, acompanhada por violões e em um tom vocal mais alto.



Versão Country: Possível inspiração para as palavras de Kilgore e Carter, Johnny Cash regravou a faixa no mesmo ano de seu lançamento e a inseriu no álbum "Ring of Fire: The Best of Johnny Cash". Pode ser intriga de mulher traída, mas a primeira esposa do cantor, Vivian Liberto, escreveu em sua autobiografia que Cash teria escrito a canção enquanto estava bêbado e a letra diz respeito a uma parte íntima do corpo feminino. Enfim, em sua releitura o mestre do country adicionou trompetes mariachis que surgiram em seus sonhos e um coro de mulheres no refrão.



Versão Punk Rock: Com apenas o vocalista e guitarrista Mike Ness presente desde a formação da banda, o Social Distortion possui uma carreira sólida e respeitada no punk rock, que foi iniciada em 1978. Apesar dos 35 anos de estrada, o grupo possui apenas 7 discos de estúdio, dentre eles o álbum homônimo gravado em 1990, que contém uma das músicas mais conhecidas da banda (Story of my Life) e uma versão bem direta de Ring of Fire com direito a uma linha de guitarras muito bem trabalhada.



Versão Metal: Pela segunda vez na nossa seção, a primeira foi com 'Hit the Road Jack', os poloneses do Acid Drinkers gravaram uma versão mais rápida e pesada para o "círculo de fogo", faixa integrante do álbum "Fishdick Zwei – The Dick Is Rising Again", que conta com outros covers de bandas como Red Hot Chili Peppers, Metallica, Led Zepellin, dentre outros.



Versão New Wave Country: A versão dos nova-iorquinos do Blondie faz parte do filme 'Roadie', que foi rodado em 1980 e tem como ideia central a história de um caminhoneiro que se torna roadie e acompanha bandas de rock em excursão pelos EUA. O elenco é composto por vários ícones da música, dentre eles estão Alice Cooper, Roy Orbison e Hank Williams Jr, além dos caras do Blondie, capitaneado pela ex-musa Debbie Harry, que abusa dos gritos nessa releitura.



Versão Surf Music: Dick Dale é considerado "apenas" o criador da Surf Music e o "King of the Surf Guitar". Como se não fosse o bastante, aquela música mais conhecida e lembrada quando se fala em surf music é dele: 'Misirlou'. (Bom, não é exatamente dele, já que é uma versão de uma música popular grega.) Além disso tudo, o cara tem um carinho especial por BH e até compôs uma música chamada 'Belo Horizonte', após sua passagem pela cidade em 1997. Essa versão de Ring of Fire é quase um medley de canções do Cash, com direito a um instrumental do 'Folsom Prison Blues' e o clássico "Hello, I'm Johnny Cash" antes de começar a música.



Conhece mais alguma versão de Ring of Fire? 
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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

5 versões para a mesma canção: Hit the Road Jack


Voltamos com mais uma lista de versões e hoje escolhemos um grande sucesso do rhythm and blues. Gravada por Percy Mayfield em 1960, a música estorou um ano mais tarde na voz de Ray Charles e se tornou uma das faixas mais conhecidas do gênero. Curtam, 'Hit the Road Jack' e algumas de suas muitas (muitas mesmo!) versões!


Versão Original: O bluesman Percy Mayfield foi um cantor e compositor americano, que escreveu varias canções nas décadas de 40 a 60. Sua música de maior sucesso, "Hit the Road Jack", foi um dueto gravado a capella e enviada para o produtor Art Rupe. A letra da música mostra uma mulher velha e cruel mandando Jack cair na estrada e não voltar nunca mais, isso porque ele não é bom e não tem dinheiro. A canção é um tributo ao romance On The Road escrito pelo cultuado Jack Kerouac em 1951.



Versão Soul Master: Nascido em 1930, Ray Charles ficou totalmente cego aos 7 anos e orfão ainda na adolescência. No final dos anos 40, começou sua carreira como cantor e pianista em grupos de música gospel. Inspirado por Nat King Cole, Charles partiu pra outros genêros musicais e lançou vários sucessos influenciados pelo rock'n'roll e R&B. Sua versão para Hit the Road Jack é uma das faixas mais conhecidas de sua vasta discografia e foi gravada em dueto com a cantora Margie Hendricks. Ray faleceu em junho de 2004, 4 meses antes do lançamento de um filme contando sua história musical, que foi protagonizado por Jamie Foxx.



Versão Pop Glam Rock: Com vários hits lançados na década de 70, a baixista e cantora americana Suzi Quatro viveu anos de glória na Europa e Austrália, e teve vários singles no topo das paradas de Portugal e Inglaterra, além da grande ilha da Oceania. Essa notoriedade perdurou até 1982, quando Suzi lançou seu último single de sucesso, 'Heart of Stone'. Após o auge, a artista continuou na música e gravou mais 7 discos de estúdio, o mais recente é "In the Spotlights", de 2011. Nos EUA, Quatro ficou mais conhecida por interpretar uma personagem no sitcom Happy Days. Ela entra na nossa lista com uma versão bastante swingada, com guitarra e teclado muito bem executados.



Versão Reggae: Mais um nome que ficou reconhecido nos anos 70, o deejay e cantor Big Youth iniciou e consolidou sua trajetória musical em Kingston, capital da Jamaica. Antes de entrar para o meio musical, Big Youth era mecânico de motores em um hotel da cidade, local onde compôs seus primeiros hits. O cara trabalhou com grandes astros da música local, como Lee Perry, The Abyssinians, Prince Buster, dentre outros. A versão reggae é bem mais calma, com um andamento lento que se aproxima do rocksteady. Vale a pena conferir!



Versão Metal: Os poloneses do Acid Drinkers estão na ativa desde 1986 tocando thrash metal com influências de heavy metal. Ao longo desses 26 anos, a banda gravou 16 álbuns, sendo dois deles de versões de outros artistas. Hit the Road Jack está na tracklist do disco "Fishdick Zwei – The Dick Is Rising Again", lançado em 2010. A banda lançou um videoclipe para essa faixa, que conta um história que se passa na década de 20, no estado da Pennsylvania, EUA, e contém cenas de jogatina e muitos tiros disparados por belas assassinas.



Versão Ska Jazz Instrumental: Finalizando a nossa lista, os japoneses do Tokyo Ska Paradise Orchestra. A banda surgiu no Japão em 1985 e é a mais conhecida do gênero no país asiático. Fazendo um som que mistura jazz, ska e rock, a banda já tem 17 álbuns no currículo, o último deles, "Walkin'", foi lançado em março de 2012. A versão instrumental de Hit the Road Jack apresenta um baixo marcando toda a estrutura da música, com um naipe de metais tomando as rédeas no refrão e belos solos de guitarra, saxofone e teclado.



Além das faixas apresentadas acima, encontramos pela internet algumas outras versões em diferentes idiomas, como português, francês, polonês e sueco. Conhece alguma versão que poderia entrar nessa lista? Comente o post!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

5 versões para a mesma canção: I Wanna Be Sedated


A nossa segunda lista de versões traz um dos maiores ícones da história do Rock. Com um som simples e direto, os caras alcançaram o posto de banda mais influente de um gênero contestador e intenso, e mesmo depois de quase 20 anos de seu fim, continuam muito bem representados no meio musical. Hoje vamos com 5 versões do clássico 'I Wanna be Sedated', dos mestres do Punk Rock: Ramones!!!


Versão Original: I Wanna Be Sedated foi gravada em 1978 e está no 4º álbum dos Ramones, "Road to Ruin". A letra foi escrita por Joey Ramone enquanto a banda estava em uma turnê em Londres na época do Natal. Como a cidade estava parada devido ao feriado, Joey e Dee Dee ficaram vendo tv num quarto de hotel durante a tão esperada visita à capital britânica. O clipe desse clássico só foi lançado 10 anos depois de seu lançamento e traz imagens aceleradas com os integrantes lendo e comendo cereais em uma mesa. No fundo, acrobatas, enfermeiras, cheerleaders e até um escocês com sua gaita de fole complementam o cenário, que teve a problemática cantora Courtney Love como uma das figurantes.



Versão Hardcore/Pop Punk: Na ativa desde 1998, o quarteto americano Sugarcult tem uma discografia respeitável com 5 álbuns de estúdio, 2 EP's e um disco ao vivo. Em uma versão para tv, a banda de pop punk acelerou os acordes, deixando a faixa um pouco mais melódica com a adição de mais uma guitarra.



Versão Rockabilly: O trio Full Blown Cherry começou como uma banda de surf music e ingressou no rockabilly por conta de um projeto paralelo. Os caras tem três discos lançados, sendo que dois deles são de versões, o primeiro com músicas do AC/DC e o segundo um tributo aos Ramones. O grupo apresenta uma releitura muito bem feita com uma guitarra bem marcada, bateria simples e baixo pesado e bem compassado. Os vocais a la Elvis Presley são o destaque.



Versão Female Pop Punk: O trio feminino Shonen Knife foi formado na cidade japonesa de Osaka a 21 anos atrás e desde então vem fazendo um som que transita entre o punk, o rock alternativo e o indie pop. Em 2011, as moças gravaram um disco em tributo a Joey, Johnny e cia sob o pseudônimo The Osaka Ramones e sem inventar demais fizeram uma boa versão para 'I Wanna Be Sedated', que não entrou no álbum, mas veio para nossa lista.



Versão Techno Punk: Os holandeses do Nazis from Mars 'vieram à Terra com a missão de destruir o pop'. E para honrar essa missão, a banda mesclou diferentes influências musicais para criar o Techno Punk. As guitarras ao estilo soundtrack de Super Nintendo e as batidas eletrônicas dão o tom nessa versão inusitada de 'I Wanna Be Sedated'.



Versão Manguebeat/Dub/Frevo: Para finalizar a nossa lista, escolhemos uma versão nacional vinda diretamente de Olinda, Pernambuco. Capitaneados por Fabio Trummer, o Eddie fez sua versão em uma sessão para o Estúdio Showlivre e incorporou tambor, trompete e trombone para criar uma versão arrastada e bem diferente para um dos maiores sucessos do Ramones.



Gostou da lista? Tem alguma sugestão?
Diga nos comentários!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

5 versões para a mesma canção: Johnny B. Goode


Vamos dar início a mais uma seção aqui no blog e como o título já diz, esse post consiste em apresentar 5 versões para uma única canção, sempre apresentando clássicos do Rock, Country, Metal, Pop, etc, e suas mais variadas interpretações. Para começar, a faixa selecionada para hoje é de um sujeito cuja trajetória musical se confunde com a história do Rock'n'Roll: Chuck Berry e seu Johnny B. Goode!


A original: Escrita por Chuck Berry em 1955 e gravada três anos mais tarde, Johnny B. Goode foi inspirada em um dos parceiros de Berry, o pianista Johnny Johnson, e conta o início da trajetória de um jovem músico do interior. A faixa é uma das mais representativas da música mundial e constantemente figura entre as listas de melhores de todos os tempos. Go Johnny go!



Versão Reggae: A primeira versão que escolhemos vem da Jamaica e da voz de um cantores mais lendários do reggae: Peter Tosh. A regravação tornou-se o maior sucesso de sua carreira, interrompida em 1987 quando foi assassinado. Com algumas mudanças, adaptando a letra à sua terra natal (Deep down in Jamaica, close to Mandeville), Tosh conseguiu acalmar os ânimos da canção e chegou ao clímax com a inserção de um naipe de metais sensacional.



Versão Bluegrass: O Bluegrass é um sub gênero do Country, conhecido como a 'música caipira americana', que começou a ser entoada por imigrantes europeus em meados de 1880. A dupla americana Jim & Jesse apresentou sua variante para Johnny B. Goode no ano de 1976 em um programa de televisão e substituiu a guitarra pelo mandolim para executar o famoso solo inicial.



Versão Heavy Metal: Considerada por muitos como uma das bandas precursoras do metal britânico moderno, o Judas Priest ajudou a alavancar não só o gênero, mas também o estilo visual dos headbangers com a adoção de roupas de couro e adereços de metal. As notas agudas cantadas por Rob Halford e a dupla de guitarras distorcidas dão o tom nessa versão inusitada e surpreendente.



Versão Hendrix: Jimi Hendrix, o maior guitarrista de todos tempos, simplesmente dispensa maiores apresentações. Em um show, Jimi interpreta o clássico de maneira bastante enérgica, explorando ao máximo os solos de guitarra.



Versão Back to the Future: Vamos encerrar nossa primeira lista com uma versão retirada de um filme clássico da Sessão da Tarde: De Volta para o Futuro. Na cena, Marty McFly (Michael J. Fox) volta no tempo e para no ano de 1955, onde toca Johnny B. Goode em um baile e no solo final acaba se empolgando e faz uma perfomance bizarra para os padrões da época. Apesar de a atuação de Fox ser bem convincente, os créditos para a execução da música vão para Tim May e Mark Campbell, responsáveis pela guitarra e vocal, respectivamente.



Poderíamos continuar com várias outras versões, mas vamos parando por aqui. Tem alguma sugestão para essa lista? Responda nos comentários.
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