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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ska (Reggae) Wednesday: Peter Tosh


Voltando à Jamaica, hoje trazemos um dos maiores cantores de reggae, que ficou marcado pela fama de músico ativista, bem instruído e encrenqueiro. Curtam o som de Peter Tosh!

Nascido em outubro de 1944 e batizado Winston Hubert McIntosh, o garoto cresceu nas periferias de Kingston e se envolveu com a música bem cedo, influenciado pelas estações de rádio americanas que ouvia na capital jamaicana. No começo dos anos 60, já com seu pseudônimo musical, Tosh se une a Bob Marley e Bobby Livingston para formar o grupo Wailing Wailers. Em 1966, depois de se envolverem com a religião rastafari, os músicos mudaram o nome para The Wailers.



Alguns anos mais tarde, o The Wailers fechou um contrato com a Island Records e gravaram dois discos: "Catch a Fire" em 1972 e "Burnin'" em 1973. No mesmo ano, Peter Tosh sofreu um grave acidente automobilístico, que resultou na morte de sua namorada e uma fratura grave em seu crânio. Depois do ocorrido, o músico torna-se uma pessoa ainda mais difícil de lidar e após o presidente da Island recusar-se a lançar o disco solo de Tosh em 1974, ele e Bunny decidem deixar o The Wailers. Em 1976, ele lança seu primeiro disco solo, "Legalize It". A faixa título se tornou o hino pró maconha e favorita nos shows de Tosh. Em decorrência da proibição da execução da música nas rádios, Legalize It tornou-se o single mais vendido na ilha.



O segundo disco do cantor e guitarrista veio em 1977. Em "Equal Rights", Tosh aflorou seu lado militante nas músicas, criticando abertamente a hipocrisia do que ele chamava de 'shitstem' (sistema de merda). Ainda no final da década de 70, o músico montou a banda Word, Sound and Power, que o acompanhou em turnê por vários anos, e assinou com o selo Rolling Stones Records, lançando o álbum "Bush Doctor" (1978), que introduziu Tosh a um público maior. O single 'Don't Look Back', gravado em parceria com Mick Jagger, fez com que Peter Tosh se tornasse um dos mais famosos artistas de reggae.



Com os trabalhos seguintes, Tosh tentou obter mais sucesso no mainstream, mas seus discos "Mystic Man" (1979) e "Wanted Dread and Alive" (1981) não foram muito aclamados pelo público. Porém, o maior sucesso de sua carreira surgiu no álbum "Mama Africa" e trata-se de uma versão para o hit 'Johnny B. Goode', música escrita por um dos precursores do Rock, Chuck Berry, já apresentada aqui no blog anteriormente. Depois da gravação desse disco, o cantor se auto exilou na África do Sul, em busca de conselho espiritual, e para tentar resolver uma pendência pela distribuição de seus registros naquele país.



Em 1987, Peter Tosh volta à ativa com o álbum No Nuclear War, que lhe rendeu o Grammy de Melhor Disco de Reggae. No mesmo ano, sua vida é interrompida de forma trágica. De volta à Jamaica, Tosh sofre uma tentativa de roubo em sua própria casa e acaba assassinado juntamente com os djs Doc Brown e Jeff "Free I" Dixon. O assassino de Tosh se entregou às autoridades e foi condenado à morte, sentença alterada em 1995 para prisão perpétua.



Até hoje são diversos os lançamentos celebrando a carreira desse grande representante da música jamaicana como homenagens, compilações com faixas raras e DVDs de apresentações ao vivo.

Disponibilizamos alguns álbuns do Peter Tosh! Faça o download pelos links abaixo:

- Legalize It (1976) - Mediafire/Fileswap/TurtleShare
- Wanted Dread and Alive (1981) - Mediafire/Fileswap
- Mama Africa (1983) - Mediafire/TurtleShare/Fileswap
- No Nuclear War (1987) - Mediafire/Fileswap
- The Gold Collection (1994) - Mediafire
- Honorary Citizen (1997) - Mediafire
- Ultra Rares - Mediafire/Fileswap

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

5 versões para a mesma canção: Johnny B. Goode


Vamos dar início a mais uma seção aqui no blog e como o título já diz, esse post consiste em apresentar 5 versões para uma única canção, sempre apresentando clássicos do Rock, Country, Metal, Pop, etc, e suas mais variadas interpretações. Para começar, a faixa selecionada para hoje é de um sujeito cuja trajetória musical se confunde com a história do Rock'n'Roll: Chuck Berry e seu Johnny B. Goode!


A original: Escrita por Chuck Berry em 1955 e gravada três anos mais tarde, Johnny B. Goode foi inspirada em um dos parceiros de Berry, o pianista Johnny Johnson, e conta o início da trajetória de um jovem músico do interior. A faixa é uma das mais representativas da música mundial e constantemente figura entre as listas de melhores de todos os tempos. Go Johnny go!



Versão Reggae: A primeira versão que escolhemos vem da Jamaica e da voz de um cantores mais lendários do reggae: Peter Tosh. A regravação tornou-se o maior sucesso de sua carreira, interrompida em 1987 quando foi assassinado. Com algumas mudanças, adaptando a letra à sua terra natal (Deep down in Jamaica, close to Mandeville), Tosh conseguiu acalmar os ânimos da canção e chegou ao clímax com a inserção de um naipe de metais sensacional.



Versão Bluegrass: O Bluegrass é um sub gênero do Country, conhecido como a 'música caipira americana', que começou a ser entoada por imigrantes europeus em meados de 1880. A dupla americana Jim & Jesse apresentou sua variante para Johnny B. Goode no ano de 1976 em um programa de televisão e substituiu a guitarra pelo mandolim para executar o famoso solo inicial.



Versão Heavy Metal: Considerada por muitos como uma das bandas precursoras do metal britânico moderno, o Judas Priest ajudou a alavancar não só o gênero, mas também o estilo visual dos headbangers com a adoção de roupas de couro e adereços de metal. As notas agudas cantadas por Rob Halford e a dupla de guitarras distorcidas dão o tom nessa versão inusitada e surpreendente.



Versão Hendrix: Jimi Hendrix, o maior guitarrista de todos tempos, simplesmente dispensa maiores apresentações. Em um show, Jimi interpreta o clássico de maneira bastante enérgica, explorando ao máximo os solos de guitarra.



Versão Back to the Future: Vamos encerrar nossa primeira lista com uma versão retirada de um filme clássico da Sessão da Tarde: De Volta para o Futuro. Na cena, Marty McFly (Michael J. Fox) volta no tempo e para no ano de 1955, onde toca Johnny B. Goode em um baile e no solo final acaba se empolgando e faz uma perfomance bizarra para os padrões da época. Apesar de a atuação de Fox ser bem convincente, os créditos para a execução da música vão para Tim May e Mark Campbell, responsáveis pela guitarra e vocal, respectivamente.



Poderíamos continuar com várias outras versões, mas vamos parando por aqui. Tem alguma sugestão para essa lista? Responda nos comentários.
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