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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Entrevista - F. Nick (Fistt)

Nessa semana, a nossa seção DO IT YOURSELF foi especial sobre o FISTT e hoje publicamos a entrevista que fizemos com o vocalista Fabiano Nick. Conversamos sobre a banda, shows, mercado fonográfico e otras cositas más! Confira!


MUNC CREW: Nick, o Fistt é uma das bandas que eu conheço que mais teve troca de integrantes durante a carreira (Hahaha). Quais impactos essas mudanças podem gerar? O que muda durante o processo de adaptação às novas formações?

F. Nick: Na verdade nosso maior problema foi sempre nas guitarras, na solo por exemplo, o Mirtão ficou do começo da banda até 2003, saiu e voltou em 2006 e ficou até 2012, aí entrou o Ricardo. A primeira vez que tivemos uma segunda guitarra foi em 99, entrou o Fabrizio, depois o Bauer, aí mudou bastante, foi o Crildo, Karacol e hoje o Dulino. Na bateria o Birão está há 12 anos na banda, teve algumas ocasiões em que ele ficou fora por uns meses, mas já voltou em seguida, então nem considero muito isso. Acho normal essa troca de integrantes, é complicado você manter um time único por quase 2 décadas e todo mundo dando prioridade só pra isso, acho que todo mundo sabe, mas é praticamente impossível viver de banda de rock no Brasil. Uns casaram, tiveram filhos e acaba ficando quem consegue conciliar, acho normal e na questão do som todo mundo que toca na banda faz o que a banda pede, então a gente não tem umas viagens do tipo “vamos fazer algo como banda x ou y”, nós fazemos algo como tem que ser pro FISTT, como sempre foi e acho que isso que mantém a banda viva e mesmo esses integrantes que ficaram por pouquíssimo tempo, tem um lugar importante em tudo isso.

Você está a 18 anos à frente do Fistt, um tempo bastante considerável para uma banda independente. Qual é o maior motivador pra se manter na estrada?

F. Nick: Eu curto pra caramba o que eu faço, coloco praticamente toda minha energia nisso e da última vez que não consegui fazer isso parei por alguns meses, vi que não conseguia ficar sem isso e voltamos tocar. Eu sei que não toco na banda mais famosa do mundo nem nada, mas um amigo meu me disse esses dias algo muito legal: "o FISTT não tem fãs, o FISTT tem amigos". Quem vai a um show nosso sente isso, é uma liga muito forte que faz você se sentir parte daquilo e acho que isso é a coisa mais importante pra banda. Nós não estamos na mídia, não aparecemos na tv e nem na Capricho, estamos tocando em lugares pequenos por todo Brasil e temos o respeito total dessa galera, bandas, é algo que não tem preço e poucos conseguem fazer isso e estamos aí há 18 anos pra provar que eu não tô mentindo.

Sempre que eu penso na banda, me vem a mente a singela homenagem que o Jamanta fez pra você num show em Belo Horizonte. Que outro tipo de loucura/tosqueira de fã já rolou nos shows ao longo desses 18 anos?

F. Nick: O Jamanta é doido haha, quando vi aquilo eu rachei de dar risada, foi realmente muito engraçado e eu sempre conto essa história dele por aí. Sempre rolam umas coisas engraçadas, acho que hoje em dia o pessoal tá mais na manha disso mas na época do “Finais iguais” a coisa era mais paulera. Lembro de uma ocasião em Recife em que eu tive que ficar falando “poRRRta” umas 50x pois o pessoal do nordeste achava nosso sotaque a coisa mais engraçada do mundo, coisas assim são legais hehe.

O EP "Hasta La Vista, Junior!" foi lançado recentemente e recebeu muitas críticas positivas do público. Como vem sendo a recepção das músicas novas nos shows?

F. Nick: Tem sido muito legal, começamos a tour agora, mas desde o primeiro show em Sorocaba o pessoal já estava cantando “Tudo bem?” e “Entre o dia e a noite” que foram os carros chefe do EP. Vamos fazer um clipe nos próximos dias e deve ajudar mais ainda na divulgação, mas o resultado está muito satisfatório. É um EP, mais fácil de trabalhar, talvez se tivéssemos feito um full seria diferente mas a experiência foi bem legal, acho que é o melhor caminho nessa época de mp3 a toda, redes sociais e afins.

Constantemente o Fistt é convidado para tocar com grandes bandas internacionais, como foi com o Bad Religion, Marky Ramone, Shelter, US Bombs, dentre outros. Qual a sensação de tocar com ídolos da música e até seus próprios ídolos?

F. Nick: Bad Religion é uma sensação indescritível, você ali no palco com os caras, o Brooks assistindo o show nosso inteiro, cara, não tem preço isso. Eu tenho um carinho especial pelo Bambix também, participamos da primeira e segunda tour deles no Brasil e viramos amigos, quando rola isso é muito maneiro.

Uma vez li em uma de suas entrevistas que o ZonaPunk tinha um projeto para lançar o "Finais Iguais, Histórias Diferentes" em LP. Ainda existe essa possibilidade? Como você vê esse 'renascimento' do vinil no mercado fonográfico?

F. Nick: O Wlad me falou isso e não falei mais com ele sobre, mas acredito que aconteça a qualquer momento, se ele não fizer eu devo fazer pela Oba! Records também, seria fodão ver esse álbum em vinil. Cara, eu não trabalho com vinil na Oba! no momento, mas vejo o pessoal da Laja fazendo isso e pelo visto o resultado é muito legal, vou me enfiar nessa a qualquer momento e aí posso dar uma posição melhor.

Vocês já tiveram a oportunidade de trabalhar em parceria com um selo filiado a uma grande gravadora. Como foi esse período? Quais as vantagens e desvantagens de trabalhar nesse esquema em comparação às pequenas gravadoras independentes?

F. Nick: Foi o pior período da banda em 18 anos. Todo mundo achou que a coisa iria funcionar de uma forma legal, não aconteceu nada disso. Tiveram algumas coisas bacanas como distribuição digital, isso realmente aconteceu, mas pra uma banda do nosso porte (pequena pra mainstream) não gera resultado algum. Pra ser sincero a banda praticamente estava acabando nessa fase pois qualquer expectativa nossa não chegava a lugar algum e qualquer coisa que eu fizesse pela Oba! Records geraria mais resultado e todo mundo viu pelo “Hasta La Vista, Junior!” o barulho que rolou. Tínhamos um disco bem produzido, pago do nosso bolso, gravado no estúdio mais top do Brasil, com o produtor mais legal e o selo só precisava fazer aquilo andar, divulgar. Um dia eu falo tudo o que eu achei disso, abertamente.

A Oba! Records também sentiu os impactos da tão falada crise do mercado fonográfico? Quais foram as adaptações a essa nova realidade e no que a internet pode ajudar as bandas locais? Como é a relação da Oba! com essas bandas?

F. Nick: Claro! Algumas bandas da gente estavam vendendo 2-3 mil discos e num prazo de 6 meses não vendia nem pra pagar a prensagem, foi uma paulada, pois a gente investia muito na divulgação e produção. A princípio muitas bandas pensaram “nossa, agora a gente pode fazer tudo, fazer disco, vender” – engano. Você ter um selo junto é pra ter um parceiro, preocupação da banda é fazer show, tocar direito, selo tem que distribuir, fazer jornal, revista e as bandas com o tempo começaram a ver que é complicado fazer esse trampo todo. A Oba! se concentrou mais na Oba! Shop nos últimos 5-6 anos, voltamos a fazer algo nesse EP do FISTT, mas tenho vontade de fazer algo maior em breve, venho adiando isso há tempos.

Existe algum projeto para lançar a 2ª edição da coletânea "30 segundos é muito"?

F. Nick: Tenho vontade, iniciativa pra abraçar já não sei. Dá trabalho demais, é complicado você trabalhar com 138 bandas, se levar uma média de 4 integrantes cada, dá uns 552 egos diferentes, não sei se tenho saco pra isso de novo.

E os projetos paralelos? O SNIF! ainda existe? Sabemos que o Ricardo é do Sally's Home e o Dulino tem o Perturbadores de Silêncio. É fácil conciliar os projetos e os trabalhos de todo mundo?

F. Nick: SNIF! é sempre projeto de férias da gente, esse ano não tocamos, mas podemos fazer algo a qualquer momento. Dos caras é de boa, o FISTT está em tour então você sabe as datas bem antes, não é todo final de semana que tocamos também então sobra tempo pra outras bandas, pra família, pra namorada, pro gato e pro cachorro, é bem de boa.

Como está a 'cena' underground por aí? Quais bandas tem se destacado em Jundiaí e adjacências?

F. Nick: Tá morna. Tem o Sallys Home do Ricardo que sempre tão na correria e o Perturbadores de Silêncio do Dulino que pra mim é a banda mais legal que surgiu nos últimos anos por aqui. A galera do Betterman tá começando o seu caminho e tem feitos coisas positivas e o Machinage que tem o Bauer que já foi nosso guitarrista vem despontando no cenário nacional e gringo do metal. Tem bandas legais, mas precisam surgir mais.

Nick, obrigado pelo tempo dispensado ao MUNC CREW. Como é de praxe, fica o espaço pra você deixar as últimas palavras, beijos, abraços e convocar o povo pro show de domingo em Belo Horizonte! Valeu!

F. Nick: Até domingo mineirada e eu vou tá lá pra encher o saco das Raposas gritando “GALOOOOOOO” no show. Em MG eu sou Atlético, desculpem haha.


Lembrando mais uma vez, o FISTT toca em Belo Horizonte no domingo e vai até rolar cover de No Use For A Name em homenagem ao vocalista Tony Sly. Confira as informações logo abaixo!

Serviço:
FISTT (Jundiaí - SP) - Hasta La Vista, Junior!
Dia 5 de agosto - Domingo - 14h
Shows de abertura com ARC-OVER, ATITUDE CONTRA (SP), MONTESE, CORDOBA, ALL-REVERSO e RETOMA.
Matriz Casa Cultural - Rua Guajajaras, 1353 - Centro - 3212-6122
Ingressos: $12 (antecipados) e $16 (na porta)

terça-feira, 31 de julho de 2012

Do It Yourself - FISTT

Para o Do It Yourself dessa semana, preparamos uma postagem especial sobre uma banda que dará as caras em BH no próximo domingo. Conheçam o hardcore do interioRRR do FISTT!


Completando 18 anos e chegando à maioridade em 2012, a banda foi formada em meados de 1994, na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo. Depois de diversas alterações no lineup, os integrantes atuais são F. Nick (vocal e baixo), Ricardo DRvz (guitarra e vocal), Dulino (guitarra) e Birão (bateria).


A ideia inicial da banda veio com F.Nick e dois vizinhos, que compartilhavam um gosto musical parecido e, inspirados pelo Ramones formaram os Darivas. Apresentaram-se em um evento escolar ainda em 94 e o resultado foi péssimo. No ano seguinte, após um pequeno hiato, a banda retoma as atividades sob o nome de Fisttcuffs, retirado da música "Fisttcuffs in Frederick Street", dos ingleses do Toy Dolls. Pouco tempo depois, o nome foi reduzido para FISTT.



As primeiras gravações "oficiais" foram lançadas em 95: uma fita demo com as músicas "Spok", "Não" e "Queria te Dizer". No final de 96, saiu a demo Çomzera, com cópias numeradas. Além das três faixas da primeira demo, a Çomzera trazia "Bubble Girl" e "Third One". Enfrentando algumas dificuldades para distribuir o próprio material, em 1998 o vocalista F. Nick fundou a Oba! Records. No mesmo ano, foram convidados para abrir os shows de Skuba e Skamoondongos, tocando para aproximadamente 20 mil pessoas. A banda aproveitou a ocasião para distribuir a nova demo Paraotempo, que se esgotou rapidamente e foi uma das demo tapes mais elogiadas da época.



No final de 99, os integrantes decidem lançar um full album com as músicas das duas demos anteriores. Pamim, panois, poceis teve tiragem de apenas 500 cópias e nunca foi relançado pela gravadora. O ano de 2001 foi marcante para a banda com o lançamento do disco Finais Iguais, Histórias Diferentes. Depois disso, os convites para festivais aumentaram bastante e a agenda de shows começou a crescer. São também desse período os dois primeiros vídeoclipes: "Vinteum" e "Minduim".



O terceiro disco veio como resultado de um amadurecimento natural dos integrantes, com letras e melodias mais bem trabalhadas. O tom mais emotivo/sentimental do álbum é claramente diferente das primeiras composições da banda, que prezavam pelas letras simples e com toques de humor. Vendo as Coisas como Você recebeu retorno positivo da crítica e colocou o FISTT de vez como destaque no cenário underground nacional.



Em 2005, F. Nick anunciou sua saída da banda, que acabou por encerrar as atividades. O hiato durou pouco menos de um ano e o retorno foi marcado pela gravação do cd ao vivo no bar Black Jack, em São Paulo. A casa teve lotação máxima no dia do show e o disco, lançado em 2006, se tornou um dos mais elogiados do ano.



Depois de 4 anos sem registros inéditos, em 2008 saiu o conceitual Como fazer Inimigos.... O disco é dividido em partes e todas as canções fazem referências entre si. O álbum foi lançado virtualmente e em 2011 veio a versão física pela Blast Stage Records, gravadora filiada à Sony. O lançamento mais recente é de julho de 2012: um EP com 5 faixas chamado Hasta La Vista, Júnior. (O MUNC CREW resenhou o disco e você pode ler a postagem aqui.)



E lembrando que no dia 05 de agosto tem show de lançamento do Hasta La Vista, Junior! aqui em Belo Horizonte. Fique ligado nas informações:

Serviço:
FISTT (Jundiaí - SP) - Hasta La Vista, Junior!
Dia 5 de agosto - Domingo - 14h
Shows de abertura com ARC-OVER, ATITUDE CONTRA (SP), MONTESE, CORDOBA, ALL-REVERSO e RETOMA.
Matriz Casa Cultural - Rua Guajajaras, 1353 - Centro - 3212-6122
Ingressos: $12 (antecipados) e $16 (na porta)

Veja os links oficiais do evento: FISTT EM BELO HORIZONTE ou FISTT @ Matriz - Belo Horizonte, Brasil.

Para saber mais sobre a banda, acessem o site oficial e as redes sociais:
FISTT.com.br
MySpace.com/FISTT
facebook.com/FISTT
twitter.com/FISTT


Todos os discos estão disponíveis para download no perfil da banda no Trama Virtual:
FISTT - Trama Virtual

quinta-feira, 28 de junho de 2012

FISTT - Hasta La Vista, Junior! (2012)


Eu particularmente não gosto de fazer resenhas, mas como é o novo disco do FISTT (uma das bandas brasileiras que eu mais gosto), fiz um esforcinho! Confere aê! Também baixe o disco, divulgue o som, vá aos shows, etc.


Para quem não conhece, o FISTT é uma banda de Jundiaí, formada em 1994 e que toca um som auto-definido como HARDCORE DO INTERIORRR (pode puxar bastante o R porque o sotaque é forte mesmo!). Na estrada há 18 anos, eles trazem na bagagem quatro discos de estúdio e um ao vivo. Quatro anos depois do último álbum, o novo lançamento é o EP "Hasta La Vista, Junior!", liberado hoje para download no site oficial. (O álbum estará disponível também em formato físico.)

Como somos rapidíssimos, já fizemos a resenha! haha.

No geral, "Hasta La Vista, Junior!" lembra muito os outros trabalhos do FISTT e quem acompanha a banda há mais tempo vai reconhecer muitas características já "tradicionais" nesse novo álbum. Com letras simples e refrões que grudam na cabeça sem o menor esforço, mais uma vez a banda traz um som sincero, capaz de botar um sorriso na sua cara e fazer você se sentir bem sem ao menos perceber. Com 5 faixas no total, o EP traz 3 músicas inéditas, uma versão da extinta banda carioca ACK e uma faixa bônus, cover da banda punk mais importante de todos os tempos.

Confira nossos comentários faixa-a-faixa:

01 - Consideração
O disco começa rápido e intenso com a faixa "Consideração", um hardcore simples bem marcada pelo clássico tu-pá tu-pá tu-pá da bateria. Já na faixa de abertura, o FISTT mostra que não está aqui para brincadeiras e deixa claro que não é a toa que eles são uma das bandas de hardcore melódico mais importantes do país.

02 - Entre o Dia e a Noite
Segunda faixa do EP e primeiro single divulgado, "Entre o Dia e a Noite" conta com a participação de Reynaldo Cruz, vocalista da banda carioca Plastic Fire. O single alcançou a primeira posição entre as faixas mais ouvidas no Trama Virtual pouco tempo após o lançamento. O destaque dessa música é o solo de guitarra logo no início. Um trecho da letra faz referência ao disco de maior sucesso do FISTT (Finais Iguais, Histórias Diferentes):

"Pra que? Por que viver os mesmo finais iguais?"


3 - Tudo Bem?
Fechando o trio de inéditas, Tudo Bem? é bem mais tranquila que as anteriores e fala sobre um assunto até recorrente nas músicas dos caras: o amoRRR. É uma bela declaração sem frescuras, como os bons relacionamentos devem ser. (Confesso que essa é a minha preferida do disco.)

4 - Todo Mundo Contra Mim
Música da extinta banda carioca ACK, aqui ela aparece mais melodiosa e menos "revoltada" que a original. É fácil perceber os toques que o FISTT deu a essa versão, que poderia muito bem ser confundida com uma música de autoria deles próprios, principalmente por causa da letra.

5 - I Just Want to Have Something To Do
Faixa bônus do disco e cover de ninguém menos que Ramones. Não tenho nem o que falar sobre isso... Só escute!

Na minha opinião, o "Hasta La Vista, Junior!" tem apenas um problema: acaba rápido! Mas fica a ansiedade por um futuro full album dos caras.

Quem tocou no disco:
F. Nick – Vocal / baixo
Dulino – Guitarra
Ricardo DRvz – Guitarra / vocal
Lord Birão III – Bateria
Participação de Reynaldo Cruz - vocal em "Entre o Dia e a Noite" e Alexandre Chapola - guitarra em "Tudo bem?".


Aproveitando a postagem, dia 05 de agosto tem show de lançamento do Hasta La Vista, Junior! aqui em BH. Fique ligado nas informações: FISTT EM BELO HORIZONTE ou FISTT @ Matriz - Belo Horizonte, Brasil.
(Vou falar mais uma coisa: já fui em alguns shows deles aqui e posso garantir que o clima é sempre ótimo, afinal, não há nada melhor que curtir um rock entre amigos!)

terça-feira, 15 de maio de 2012

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